20/03/2014 às 13:24 - Atualizado em 18/02/2016 às 21:00

Mercadinhos se unem para ganhar força no mercado

O segmento composto pelos mercados de bairro, ou de vizinhança, respondem no Brasil por mais de 40% do volume de vendas em alimentos, perfumaria, higiene e limpeza, e vem registrando taxas de crescimento acima do supermercadista. 

Com a crescente concorrência dos próprios mercados de bairro e das grandes redes de super e hipermercados, esses empreendimentos têm se especializados cada vez mais. Uma das opções das quais esses pequenos e médios mercados têm recorrido é associarem-se na tentativa de formar redes, buscando desenvolver ações conjuntas que possibilitem facilidades e favoreçam ao crescimento.

Rede da Economia

Em 2011, empresários de mercadinhos de Maceió, fornecedores, distribuidores e parceiros lançaram a Central de Minimercados Rede da Economia,a qual faz parte da implantação da metodologia “Central de Negócios”, um projeto desenvolvido pelo Sebrae e que estimula a cultura da cooperação, bem como fortalece pequenos grupos de empresários do mesmo segmento.

Inicialmente, os empresários passaram poMarta Rejane, presidente da Rede da Economiar uma capacitação por meio do Projeto Varejo Competitivo onde, durante o curso, foram feitas reformulações na estrutura e no processo de gestão de cada empreendimento participante. Após a capacitação, foram convidados a participar da metodologia Central de Negócios e logo lançaram a Rede da Economia.

O objetivo é reunir os empresários para realizar compras coletivas, negociando preços, descontos e prazos com os fornecedores e distribuidores, além de promover ações coletivas de marketing, missões, cursos e capacitações, equilibrando os interesses de todos os envolvidos.

A presidente da Rede da Economia, Marta Rejane, explica que as decisões são tomadas durante as reuniões semanais. “Toda segunda-feira, reunimo-nos em nossa sede e acertamos qual será a compra da semana que realizaremos em conjunto e definimos a quantidade que cada empresário irá querer. Além disso, colocamos em pauta outros assuntos, como as ações de marketing, promoções, assuntos burocráticos, entre outras coisas”, ressalta.

Ainda de acordo com Marta, as compras realizadas coletivamente possibilitam um bom desconto por parte dos fornecedores, com isso, os mercadinhos podem oferecer aos seus clientes produtos a um preço baixo. “Quanto maior a quantidade da compra, maior o desconto que a gente consegue com os fornecedores. Dessa forma , podemos oferecer os produtos a um preço mais  baixo que a concorrência e é isso que a clientela quer: produto de qualidade a um preço acessível”, conclui. Como empresária participante da Rede, Marta se diz satisfeita com os resultados. Desde que iniciou o próprio negócio, já foram realizadas duas ampliações e, após o ingresso na Rede, notou um incremento nas vendas. Para atender melhor à clientela, planeja uma nova reforma.

A empresária Silvana Monteiro, integrante da Rede da Economia, explica que - após a formação da Central de Negócios - seu empreendimento teve significativas melhorias, na gestão e na infraestrutura, o que possibilitou um aumento de consumidores e, consequentemente, nos lucros. “Já na capacitação foi possível notar a diferença. Fizemos uma reformulação na estrutura e na organização, informatizamos o mercadinho, investimos na climatização, passamos a organizar melhor o estoque e já nessa fase as coisas começaram a melhorar. Passamos a ter uma visão mais profissional do negócio”, diz a empresária. “Fazendo um comparativo do antes e depois após esses dois anos de Rede da Economia, é visível o crescimento que tivemos tanto na estrutura quanto nos lucros da empresa”, finaliza.

Dois anos após o lançamento, a Central de Negócios Rede da Economia conta com 11 mercadinhos integrantes e conseguiu recentemente a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o que facilita o trabalho de logística da rede, que agora realiza as compras como uma única empresa e as recebe em sua sede, onde os empresários que participaram da compra ficam responsáveis por recolher cada um a sua parte.

 

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Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas

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